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Meditação e o cérebro: entenda o que acontece no cérebro de quem medita

Por muito tempo, os benefícios da meditação eram puramente empíricos, baseados em observações individuais de seus praticantes. Contudo, os entusiastas da prática agora contam com comprovação científica dos principais efeitos positivos dessa atividade.

Estudos envolvendo a meditação e o cérebro, realizados ao redor do mundo, apontam que as consequências do hábito de meditar vão muito além do simples relaxamento e do bem-estar emocional. Em muitos casos, a atividade pode provocar alterações físicas, auxiliar no controle de doenças e até promover um envelhecimento saudável.

Para entender melhor os efeitos da meditação no corpo e na mente de quem a pratica, é preciso analisar o que acontece com o cérebro durante a experiência. Acompanhe!

A ciência por trás da meditação

Um dos primeiros estudos que buscava investigar os benefícios da meditação e seus efeitos na atividade cerebral foi conduzido por Sara Lazar, uma neurocientista da Escola de Medicina de Harvard. Na primeira parte da pesquisa, a equipe de Sara analisou imagens do cérebro de meditadores experientes e as comparou com as obtidas em um grupo de controle.

A análise descobriu que as pessoas que praticavam meditação há vários anos possuíam maior quantidade de matéria cinzenta em certas regiões do cérebro ligadas à percepção sensorial e à tomada de decisões.

Na segunda etapa do estudo, que durou 8 semanas e contou com a participação de 16 pessoas, o grupo praticou cerca de 27 minutos diários de meditação guiada, para analisar as consequências da atividade durante um curto período. A equipe de pesquisadores pode comprovar que houve um espessamento em 4 regiões do cérebro:

  • no lobo posterior, responsável pelo raciocínio e pelas emoções;
  • no hipocampo, que auxilia na aprendizagem e memória;
  • na junção temporoparietal ligada à empatia e à compaixão;
  • no tronco cerebral, que produz neurotransmissores.

O cérebro e a meditação

Outro estudo respeitado na área foi conduzido pelo neurocientista Richard Davidson, da Universidade de Wisconson, e analisou a atividade neural do cientista francês (e monge budista) Matthieu Ricard, um dos confidentes do Dalai Lama.

Com a ajuda de mais de 250 sensores ligados a um aparelho de ressonância magnética, os exames eram realizados durante sessões de meditação que duravam até 3 horas. Os resultados foram impressionantes: comparado a outros voluntários menos experientes, o cérebro do monge produzia quantidades elevadas de ondas gama, que indicam sincronia dos neurônios e são associadas à atenção, consciência, memória e capacidade de aprendizagem.

Além disso, foi possível observar uma consequência inesperada da relação entre meditação e o cérebro: o aumento da atividade no lobo frontal esquerdo, responsável pelas sensações de otimismo e bem-estar. Isso rendeu à Ricard o título de “homem mais feliz do mundo”.

Benefícios cientificamente comprovados

Ao longo das últimas décadas, foram divulgados diversos estudos voltados a desvendar a relação entre a meditação e o cérebro. Entre os principais benefícios associados à prática, estão:

Não é à toa que os efeitos da meditação no cérebro são comparados às consequências da atividade física para o corpo humano. A prática regular e constante da meditação traz benefícios duradouros que se refletem em mais qualidade de vida e saúde. Meditar, ainda que em intervalos curtos (a partir de 5 minutos diários) pode causar um impacto positivo considerável no bem-estar.

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